MEDINDO A EVASÃO NO ENSINO SUPERIOR

O termo evasão no ensino superior pode ser definido como a não conclusão do curso por alunos que ingressaram em cursos superiores. A evasão pode ser medida por diferentes métodos e em diferentes etapas do curso.  Segundo Silva Filho (2007), ela deve ser entendida de duas maneiras semelhantes: pelo percentual de rematrículas não realizadas no período letivo seguinte, a chamada evasão anual, semestral ou parcial.  Se dos 100 alunos matriculados somente 80 se rematricularem, ter-se-á 20% de evasão parcial; e pela evasão total, compreendida pela quantidade de alunos que não se forma de uma dada turma em relação aos que ingressaram. É o mesmo que o tamanho das turmas na formatura em relação ao seu tamanho no período letivo de ingresso.

Embora muitas pessoas chamem qualquer saída de aluno de evasão, é importante entender que nem toda saída pode ser considerada uma evasão.  Quando o aluno se movimenta de um para outro curso, na mesma Instituição ou até mesmo de uma para outra Instituição de Ensino, chamamos isso de mobilidade. Quando ele troca uma por outra Instituição de Ensino, estará evadindo da primeira, mas não estará evadindo do sistema.

Os números da evasão no ensino superior brasileiro são cada vez mais preocupantes.  As perdas são muito significativas, tanto em termos relativos como absolutos, tanto econômicos como sociais.  Aproximadamente 11 bilhões de reais são perdidos todos os anos com a evasão, este é o que as Instituições de Ensino Superior privadas deixam de faturar.

Um rápido olhar sobre o Censo da Educação Superior Brasileira revela a magnitude do potencial de evasão em nosso país. Os cursos superiores brasileiros são concluídos em quatro anos, em média. Em 2015, ano do último censo, 916 mil alunos concluíram cursos presenciais e 233 mil a distância. Olhando para os ingressos quatro anos antes (2012) vê-se que 2.204 mil alunos nos cursos presenciais e 508 mil nos cursos a distância.  Isso mostra que somente 41% dos alunos concluíram no tempo previsto os cursos presenciais e 45% os cursos a distância.  Em 2014 estes percentuais foram 44% tanto nos cursos presenciais como a distância.

A evasão deve ser cuidadosamente medida e acompanhada pelas Instituições de Ensino Superior, este é o primeiro passo para enfrentá-la.

 

(2007) SILVA FILHO, Roberto L. L., et al.  A Evasão no Ensino Superior Brasileiro. Cadernos de Pesquisa, Vol. 37, n. 132, pag. 641-659, set-dez/2007.  Disponível em http://www.alfaguia.org/alfaguia/files/1341268055_925.pdf, acessado em 02-05-2017.

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